Desenvolvimento sustentável: iniciativas que devemos tomar para salvar o planeta



Para que, daqui a 40 anos tenhamos o planeta Terra em pleno "desenvolvimento sustentado" ou "desenvolvimento sustentável", devemos dar já início às tentativas de uso de novas tecnologias e de mudanças de mentalidade. Sem o que, a degradação ambiental colocará o planeta num rumo sem retorno, tornando, de tal modo, de má qualidade a água e o ar,que a raça humana, com a saúde cada vez mais combalida, por esse motivo, começará a ser dizimada irremediavelmente. (PORTUGAL, 1991).

Várias trilhas paralelas a serem vencidas simultaneamente compõem os caminhos a serem percorridos.

Novas concepções de fontes de energia e de economia de energia deverão ser adotadas.

Baseadas nos combustíveis fósseis, as atuais fontes de energia, deverão ser paulatinamente abandonadas e deverão ser fortemente incentivadas as pesquisas de fontes de energia não poluentes como a eólica, a solar e à base de hidrogênio como combustível. O petróleo deverá ser aproveitado para fins mais nobres na petroquímica.

Visando economizar energia na iluminação, na calefação, na refrigeração ou na ventilação pura e simples, a arquitetura deverá ser condizente com o clima.

Deverá ser realizado o reflorestamento das grandes áreas desmatadas, utilizando-se, para isso, as mesmas espécies vegetais que existiam, a fim de estancar as desertificações que hoje proliferam em diversos pontos do planeta.

Deverão ser gradativamente, e no menor tempo, substituídos os clorofluorcarbonos, hoje indispensáveis a muitos setores industriais, porém inimigos mortais da camada de ozônio da atmosfera, pelos hidroclorofluorcarbonos ou outros produtos que não afetem mais o ozônio. Mas que por serem nocivos aos materiais com que fazem contato, demandarão profundas pesquisas de novos materiais resistentes a eles (PORTUGAL, 2001).

Por sua vez, as indústrias de transformação deverão buscar tecnologias que reduzam a geração de resíduos e ou promovera reciclagem desses resíduos.

A busca pelos biodegradáveis deverá ser constante, e a reciclagem de papéis, vidros e plásticos usados será imprescindível, bem como, a compostagem de lixos orgânicos.

O consumo da carne bovina deverá ser um alimento em extinção, ou restrito, haja vista a destruição que se faz das florestas para dar lugar às pastagens, bem como a utilização de grãos na alimentação do gado que, pelo seu valor proteico, deverão alimentar diretamente o homem; a menos que se integre a alimentação do gado com as culturas agrícolas.

Deverão ser incentivados os transportes coletivos de massa, sendo sua energia propulsora baseada, de preferência, em energéticos não poluentes; a bicicleta deverá ser amplamente usada.

Igualmente, os transportes de cargas terão que ser feitos aproveitando-se ao máximo as possibilidades de navegação por rios e mares e, sempre que possível, combinados com ferrovia e, ainda buscando-se, aí as oportunidades de realização de fretes de retorno.

Será indispensável o controle populacional do planeta para que haja alimentos para todos e também para que se possa ter um controle sobre as infraestruturas que estejam suportando ou virão a suportar as necessidades do contingente populacional, evitando, inclusive, a necessidade de crescimento dessas infraestruturas.

Deverão ser amplamente popularizadas as fazendas de peixes e crustáceos para auxiliarem na alimentação.

Para que não haja desperdícios e não se afete o meio ambiente pelo mau uso de desmatamentos e defensivos agrícolas, as reformas agrárias deverão contar com tecnologia e infraestrutura adequada.

Todos os defensivos agrícolas, baseados em formulações químicas, deverão dar lugar, no menor tempo, àqueles baseados em predadores naturais.

A racional utilização dos recursos da informática deverá possibilitar, para muitos tipos de trabalho, o mínimo deslocamento do empregado, ensejando a realização de tarefas em suas próprias casas.

Enfim, nesses curtos quarenta anos que aí vêm, uma profunda mudança comporta mental terá que acontecer; será um verdadeiro caminhar na corda bamba que não admitirá dispersão de esforços e planejamentos imperfeitos; mas as ações não poderão ser tomadas em pontos isolados do planeta. As nações onde mais abundam tecnologias e poder econômico terão que instaurar atitudes internacionais de emergência para ajudar aos países carentes, sem se descuidarem de si próprios. A cooperação, a cessão de tecnologias e recursos deverá ser, nesse mister, sem fronteiras, pois, afinal, na nave Terra, todos são passageiros. No Brasil, a forte articulação dos diversos setores envolvidos com os temas mencionados, deve ser empreendida a fim de que se saiba, com certeza, os caminhos a percorrer e os recursos a serem buscados (PORTUGAL, 1991).
 
Tags: desenvolvimento sustentável, desenvolvimento sustentado, sustentabilidade, recursos naturais, energia limpa, energia renovável, ecossistema.

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