Antídoto para picadas de abelhas



Cientístas da Universidade Estadual Paulista, em Rio Claro, no interior de São Paulo, conseguiram obter o primeiro soro capaz de bloquear os efeitos do veneno da Apis mellifera, a espécie do inseto mais comum no Brasil. "Ao ficar muito tempo no sangue, a toxina expelida pela abelha pode lesar órgãos vitais e deixar sequelas", explica o bioquímico Mário Sérgio Palma, um dos mentores da pesquisa. "Por isso, a solução é indicada especialmente para quem foi vítima de dezenas ou centenas de picadas", esclarece. Para bolar o antídoto, os pesquisadores estudaram a fundo a composição da peçonha da abelha.

"Ela é mais complexa que a da aranha, por exemplo", diz Palma. O soro já foi testado com sucesso em 30 pacientes de São Paulo. "Ele pode ser administrado até 20 horas depois do acidente", conta. A previsão é que esteja disponível na rede pública a partir de março de 2009.

Problemas Crônicos

Quando um enxame ataca um ser humano, é encrenca na certa. Poucos são os bombardeios fulminantes, mas muitos deles disparam distúrbios capazes de perdurar pela vida inteira. Isso porque a toxina presente no
veneno consegue escapar da circulação sanguínea, prejudicando órgãos como fígado, rins e coração.



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