Bipolaridade: será que sou bipolar?



"Sou muito agitada, falante e ativa e, às vezes, me sinto triste sem motivo. As pessoas me dizem que sou bipolar. Será mesmo?"  - Pergunta de uma paciente.


Atualmente vem se rotulando as pessoas diante de algumas caracte­rísticas que apresentam, sem nenhum fundamento. Isto já aconteceu anteriormente com a depressão diante da tristeza, com a hiperativi­dade diante da agitação e agora com bipolar diante da oscilação entre a tristeza e a alegria.

O transtorno afetivo bipolar é muito mais complexo e de difícil diag­nóstico. O paciente realmente apresenta sintomas depressivos bem ex­pressivos, alternados a episódios de mania ou euforia como se chama em psicologia/psiquiatria. Um psicólogo experiente também pode diagnosticar, mas só o psiquiatra pode medicar o paciente.

Em seu estado depressivo, o paciente apresenta sua capacidade física comprometida, dificuldade de atenção e memória, cansaço e tristeza profundos, auto-estima rebaixada, com pensamentos negativos de doença ou morte. Pode ter ainda lentidão de idéias, sono alterado, perda de peso e grande sentimento de inferioridade. Há um desprazer geral. As primeiras horas da manhã são as mais sofridas.

No período de mania/euforia ao contrário, o paciente ultrapassa todos os limites, se sente quase invencível. Não reconhece qualquer forma de autoridade, se torna inconveniente na família e sociedade. Apresenta sentimentos de grandiosidade, acha-se dotado de poderes e capaz de discutir com propriedade diversos assuntos. Desrespeita a opinião dos outros, e às vezes age com agressividade diante da repre­ensão. Tem diminuição da capacidade do sono, podendo ficar horas seguidas acordado, ultrapassando seus próprios limites. Alguns fa­zem gastos excessivos sem necessidade e seu interesse sexual fica au­mentado, próximo a promiscuidade.

Enfim, nos dois períodos há grande exagero. O tratamento é medica­mentoso acompanhado de psicoterapia, que possa orientar a família no manejo com este paciente, que tem grande dificuldade em aceitar seu diagnóstico.

Portanto, estar alegre ou triste, simplesmente é um estado nor­mal do ser humano, só passa a ser considerado patológico quando a alegria ou tristeza vierem acompanhadas de outros grandes sinto­mas e persistirem por algum tempo.

[Pisicóloga - Marineide Coelho Martins de Souza]

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1 comentários :

Daniela Lins disse... [Responder comentário]

rrsrsrsrs,teve uma epoca da minha vida que achei que era bipolar,depois eu vim saber o que era isso...nunca mais pensei que era bipolar,acho que era so crises de mudança de humor rsrsrrssr

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