O computador, conhecido como Tianhe-1A, tem 1,4 vezes a potência do topo do computador atual, que está em um laboratório nacional, no Tennessee, medida pelo teste padrão utilizado para medir o quão bem os sistemas de lidar com cálculos matemáticos, disse Jack Dongarra, uma Universidade do Tennessee, cientista da computação que mantém o supercomputador rankings oficiais.
Apesar de a lista oficial das 500 máquinas mais rápidas, que sai a cada seis meses, não deverá ser preenchido pelo Sr. Dongarra até a próxima semana, ele disse que os chineses computador "faz desaparecer o actual n º 1 da máquina." Acrescentou "Nós não fechamos os livros até 01 de novembro, mas eu diria que é pouco provável que veremos um sistema que é mais rápido."

Funcionários do centro de pesquisa chinês, a Universidade Nacional de Defesa Tecnologia, são esperados para revelar o desempenho do computador na quinta-feira em uma conferência em Pequim. O centro diz que é ", sob a supervisão dual do Ministério da Defesa Nacional e do Ministério da Educação."
A corrida para construir o supercomputador mais rápido se tornou uma fonte de orgulho nacional, estas máquinas são valorizados pela sua capacidade de resolver problemas críticos para os interesses nacionais em áreas como defesa, energia, finanças e ciência. tecnologia de supercomputação também encontra o seu caminho para as empresas em geral, empresas de petróleo e gás usá-lo para encontrar reservatórios e Wall Street comerciantes usá-lo para superquick trades automatizados. Procter & Gamble ainda usa supercomputadores para se certificar de que Pringles entrar em latas sem quebrar.

E tipicamente, centros de pesquisa com supercomputadores são ímãs de talento científico superior, acrescentando a importância da presença das máquinas bem além de apenas acionando através de cálculos.
Durante a última década, os chineses têm vindo subindo no ranking de supercomputadores. stands Tianhe-1A como o culminar de bilhões de dólares em investimentos e desenvolvimento científico, a China passou de um adendo de computação para uma superpotência tecnologia do mundo.
"O que é assustador a esse respeito é que a dominância dos EUA em computação de alto desempenho está em risco", disse-chun Wu Feng, especialista em supercomputação e professor da Virginia Polytechnic Institute e State University. "Alguém poderia argumentar que esta atinge a base do nosso futuro econômico."
supercomputadores modernos são construídos através da combinação de milhares de servidores de computador usando um software de pequeno e transformá-las em uma única entidade. Nesse sentido, qualquer organização com dinheiro suficiente e experiência podem comprar o que equivale a componentes off-the-shelf e criar uma máquina rápida.

O sistema chinês segue esse modelo, vinculando milhares e milhares de chips fabricados por empresas norte-americanas Intel e Nvidia. Mas o molho secreto por trás do sistema - eo avanço tecnológico - é a interconexão, ou tecnologia de rede, desenvolvida por pesquisadores chineses que os dados de ônibus ida e volta entre os computadores menor nas taxas vertiginosas, o Sr. Dongarra disse.
"Essa tecnologia foi construído por eles", disse o Sr. Dongarra. "Eles estão levando muito a sério supercomputação e fazendo um compromisso profundo".

O chinês de interconexão pode manipular dados em cerca de duas vezes a velocidade de um mercado comum de interconexão chamado InfiniBand utilizadas nos supercomputadores muitos.
Durante décadas, os Estados Unidos mais se desenvolveu a tecnologia subjacente que vai para os supercomputadores maciça e construiu o maior, mais rápido as máquinas em laboratórios de pesquisa e universidades. Alguns dos sistemas topo simular os efeitos das armas nucleares, enquanto outros prever o tempo e ajuda na pesquisa de energia.

Em 2002, os Estados Unidos perderam a sua coroa de supercomputação chefão pela primeira vez de forma impressionante, quando o Japão lançou uma máquina com mais potência do que os 20 computadores americanos juntos. O governo dos Estados Unidos respondeu na mesma moeda, formando grupos para traçar um retorno e despejando dinheiro em projetos de supercomputação. Os Estados Unidos recuperou o seu estatuto de liderança em 2004, e manteve-o, até agora.

Na conferência de computação na quinta-feira na China, os pesquisadores vão discutir como eles estão usando o novo sistema de investigação científica em áreas como astrofísica e modelagem bio-molecular. Tianhe-1A, que é abrigado em um edifício no Centro Nacional de Supercomputação em Tianjin, pode executar operações matemáticas cerca de 29 milhões de vezes mais rápido do que um dos primeiros supercomputadores, construído em 1976. Para o registro, ele executa 2,5 vezes 10 elevado à potência 15 operações matemáticas por segundo. Sr. Dongarra disse um projeto de longa duração chinês para construir chips para rivalizar com os da Intel e outros permaneceram em curso e parecia promissor. "Não está lá ainda, mas vai ser em um ou dois anos", disse ele.

Ele também disse que em novembro, quando a lista sai, ele esperava um segundo computador chinês para estar no top cinco, culminando anos de investimento. "Os japoneses vieram de pessoas que nada e realmente pego de surpresa", disse Feng. "Com a China, você poderia ver um presente que vem." Steven J. Wallach, um designer de computador bem conhecida, minimizou a importância de tomar o primeiro lugar no ranking de supercomputadores. "É interessante, mas é como começar a milha em quatro minutos", diz Wallach. "O mundo não parou. Este é apenas um instantâneo no tempo. " Os laboratórios de pesquisa, muitas vezes passam semanas ajustando seus sistemas para um bom desempenho no teste de potência padrão. Mas só porque um sistema pode mantê-lo com trilhões de cálculos por segundo não significa que ele vai fazer bem a trabalhos especializados para que os investigadores querem usá-lo, Wallach acrescentou.
Os Estados Unidos têm planos para fazer máquinas muito mais rápidas a partir de componentes proprietários e para o avanço do software utilizados por estes sistemas para que eles sejam fáceis para os pesquisadores de usar. Mas os computadores continuam a anos de distância, e agora, a China é rei.
"Eles querem mostrar que são número 1 do mundo, não importa o que seja", diz Wallach. "Eu não os culpo."

O supercomputador dos EUA - Roadrunner - que perdeu o posto para a China:

Em junho de 2008, um novo campeão conquistou importante marca no mundo dos bits. Surgia o supercomputador mais veloz do planeta, o Roadrunner - nome do pássaro, incansavelmente perseguido por um coiote, que inspirou o desenho animado Papa-Léguas. Ele quebrou um recorde espetacular. Atingiu a velocidade de processamento de dados chamada de petaflops, que corresponde a 1 quatrilhão de operações por segundo. Ou seja, a máquina fez 1 000000000000000 de contas no intervalo de tempo em que uma pessoa pisca os olhos. Eis outra maneira de expressar a magnitude do feito: se os 6,7 bilhões de habitantes da Terra usassem uma calculadora 24 horas por dia, eles levariam 46 anos para concluir uma conta que o Roadrunner executa num único dia. Tremenda façanha? Sem dúvida, mas o real significado da conquista do Papa-Léguas de silício não se circunscreve à vitória de um velocista.

Vai além. Ao alcançarem a barreira dos petaflops, as máquinas qualificam-se para simular operações e resolver problemas extremamente complexos, com profundas implicações tanto para a ciência como para o mundo dos negócios. Com todo esse poder de fogo, os computadores conseguem, por exemplo, reproduzir algumas funções do cérebro. E isso já está ocorrendo.
É o Roadrunner que ilustra essa possibilidade. O supercomputador, que custou 133 milhões de dólares, levou seis anos para ser montado. Ocupa uma área equivalente a três quadras de tênis e pesa 227 toneladas. É fruto de uma parceria entre a IBM e o Laboratório Nacional Los Alamos, nos Estados Unidos. Foi construído para uso militar. Por meio de simulações, pode verificar o estado do arsenal nuclear americano, sem a necessidade de realizar testes reais, banidos em 1992.

Entretanto, menos de uma semana após a apresentação da máquina, ela passou a analisar um código computacional chamado PetaVision. Trata-se de um sistema que simula a visão humana. O PetaVision reproduz a atividade dos neurônios, as células nervosas que processam informações no cérebro. Os neurônios se comunicam entre si usando conexões chamadas sinapses, que funcionam de modo semelhante aos transistores no interior dos chips. As sinapses desempenham um papel vital no aprendizado. São elas que definem a escala de cálculos necessária para a realização de tarefas como a locomoção, a audição ou a visão. Como há perto de 1 quatrilhão de sinapses no cérebro humano, a cognição é um problema computacional na escala de petaflops. Sem atingir esse patamar, os computadores jamais poderiam repetir o desempenho humano em ações como dirigir um automóvel numa estrada movimentada ou distinguir um amigo em uma multidão. E o que fez o Papa-Léguas? Alcançou os petaflops ou seja, atingiu a escala das sinapses.

Os pesquisadores de Los Alamos usaram o PetaVision para modelar mais de 1 bilhão de neurônios visuais. Conseguiram ultrapassar a escala de 1 quatrilhão de cálculos por segundo, chegando a 1,144 petaflops. A experiência nesse campo ainda engatinha, mas, com base nos resultados dos testes, os cientistas acreditam que poderão estudar em tempo real o córtex visual - o aparelho sensorial mais importante do ser humano. A capacidade de alcançar níveis humanos de desempenho cognitivo em um computador deve conduzir a descobertas importantes e a aplicações tecnológicas revolucionárias.

Os técnicos ligados ao Papa-Léguas citam exemplos como a criação de um piloto automático para automóveis, capaz de transportar pessoas com deficiência visual em situações complexas, como o tráfego urbano intenso. "Quebrar a barreira dos petaflops é tão incrível como um atleta correr 100 metros abaixo dos 9,5 segundos. É um nível de desempenho que todos esperam, mas elusivo até que seja atingido", disse a VEJA o cientista alemão Hans Meuer, responsável pelo Top500, o ranking dos 500 supercomputadores mais poderosos em atividade no mundo.

O Roadrunner foi o primeiro a chegar à marca dos petaflops, mas não ficará sozinho por muito tempo. Meuer estima que sua lista terá somente equipamentos desse porte em sete anos. O primeiro a romper a marca dos exafiops - 1 000 vezes mais rápido que o Papa-Léguas - deverá entrar em cena em 2019. No ano seguinte, outro avanço extraordinário: as lojas receberão os primeiros notebooks de 100 teraflops (100 trilhões de cálculos por segundo). Terão um décimo da velocidade do Roadrunner. "Mas esse desempenho é suficiente para incluir esses laptops na atual lista dos quinze maiores computadores do planeta", diz Meuer. Sistemas de autodesempenho, ainda que mais lentos que o Papa-Léguas, estão em uso em frentes variadas. Nas máquinas. O mesmo ocorre com as previsões e os estudos sobre o clima. No meio do ano, o Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica (NCAR), nos Estados Unidos, direcionou o Bluefire, cuja velocidade atinge 76 teraflops (o Roadrunner é treze vezes mais rápido), para detectar alterações nos padrões de precipitação e mudanças em safras agrícolas em todo o mundo. Os dados coletados serão usados para a elaboração do relatório sobre os efeitos do aquecimento global do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

O maior supercomputador do Brasil é o Netuno, inaugurado em maio pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ocupa o 138° lugar na lista dos Top500. Alcança 16,24 teraflops. Tem menos de 2% da velocidade do Roadrunner. Mas isso não é pouco. Uma previsão de chuvas para dez dias é feita em uma hora na UFRJ. Se fosse usado um PC comum, levaria quarenta dias. Ou seja, a chuva já teria caído. Financiado pela Petrobras, o Netuno custou 5 milhões de reais. Será empregado na exploração de petróleo. Nesse setor, a força do processamento de dados auxilia na descoberta de novas reservas, quer por meio de cálculos, quer pelo conhecimento adquirido sobre o comportamento do leito oce1(nico. "Com o Netuno podemos prever também como o solo vai se comportar após a retirada do petróleo e do gás, além de estimar quanto isso pode alterar o regime de correntes e as temperaturas do mar", disse a VEJA Sergio Guedes de Souza, coordenador do Centro de Computação de Alto Desempenho de Geofísica e Oceanografia da UFRJ.

Os supercomputadores também estão em empresas. Em 1997, ano em que o Deep Blue venceu o gênio do xadrez Garry Kasparov, 161 máquinas listadas no ranking das 500 mais poderosas do mundo eram usadas pela iniciativa privada. Hoje, são quase 250. Esse avanço ocorreu porque esses gigantes da computação podem representar uma economia para as companhias. Eles elimi-
nam, por exemplo, gastos com a construção de protótipos caríssimos em indústrias como a automobilística e a aeronáutica.

A Procter & Gamble usa essas máquinas para desenvolver fraldas mais absorventes. Esses sistemas tendem a tornar-se banais. A empresa Interactive Supercomputing, de Waltham, nos Estados Unidos, lançou neste ano o Star-P, um serviço que oferece processamento em alta velocidade sob demanda. A hora de intenso trabalho computacional custa 2,77 dólares. É a queda do preço dos componentes que favorece a disseminação dos supercomputadores. Em 1997, o custo da capacidade de processamento equivalente a 1 milhão de operações por segundo era de 50 dólares. Hoje, caiu para 10 centavos de dólar. Os preços baixam e a eficácia aumenta. Eis a prova: se a eficiência dos automóveis tivesse evoluído na mesma proporção da dos supercomputadores, um carro rodaria atualmente 80000 quilômetros com 1 litro de gasolina. Com tal autonomia, um motorista daria duas voltas completas na Terra, dirigindo sobre a linha do Equador. Nada mau.

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